Qual a diferença entre animais domésticos, exóticos e selvagens ou silvestres?

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Com crescente interesse da população em ter como mascote (pet) animais selvagens e exóticos é fundamental a existência de mecanismos de informações que forneçam dados confiáveis a respeito desses animais, hoje, comuns como pets em todo o mundo. Nesse sentido, é fundamental que profissionais das áreas de Medicina Veterinária, Biologia e Zootecnia divulguem informações sobre fisiologia, nutrição, comportamento e doenças dessas espécies tão diferentes, a fim de educar o proprietário quanto aos cuidados de manutenção desses animais em cativeiro e seus potênciais riscos.

Primeiramente, vamos definir o que são animais domésticos, exóticos e selvagens ou silvestres:

  • Animais DOMÉSTICOS são aqueles que vivem ou são criados em casa, e que sofreram um processo contínuo e sistemático de domesticação. Exemplos: cavalos, cães, gatos, galinha, pato…
  • Animais EXÓTICOS são aqueles que pertencem a países estrangeiros. Exemplos: piton, ferret, elefante, leão, cacatua…
  • Animais SELVAGENS ou SILVETSRES são aqueles nativos de vida livre que vivem toda ou parte dela no país de origem ou em suas águas. Exemplos: sagüi, onça, morcego, tamanduá, papagaio, arara, canário-da-terra, jabuti, jibóia, jacaré-do-papo-amarelo…

Dentre estas divisões há algumas peculiaridades, pois animais considerados exóticos como coelho, hamster, porquinho-da-índia, gerbil, calopsita, periquito australiano, canário belga, diamante gold, manon, entre outros, são reconhecidos pelo IBAMA como domésticos, mas muitos tratam ainda como exóticos.

Clique aqui e veja a lista de espécies consideradas domésticas pelo IBAMA.

ANIMAIS EXÓTICOS E SELVAGENS COMO PET


Com o passar dos anos os animais exóticos e selvagens vem despertando o interesse da população, sendo cada vez mais comum encontrá-los no mercado, em pet shops, criadouros, e até mesmo por intermédio do tráfico. Esse crescimento faz com que os profissionais que lidam com esses animais fiquem mais atentos a assuntos que podem não só prejudicar o homem, através de doenças, como também o meio ambiente, através da caça, tráfico e venda dos animais e assessórios que tenha como matéria prima a fauna silvestre. Por esse motivo os profissionais do ramo sempre preconizam a compra de animais através de empresas idôneas que comercializam apenas animais licenciados pelo IBAMA, conhecidos popularmente como animal legal ou legalizado.

Esses animais, assim como os convencionais cães e gatos, são perfeitos companheiros, lógico que cada um a sua maneira. Cada espécie tem o seu próprio comportamento, por isso é fundamental que o proprietário antes de adquirir um mascote, pense, analise e busque informações com um médico veterinário da área para saber qual espécie se adequaria melhor a sua rotina ou de sua família. Muitos desses animais precisam de ambientes adequados e espaço mínimo para ter uma boa qualidade de vida, isso vai desde controle térmico e umidade a ambientes com água, terra, cascalhos, espaço para movimentação e tocas, também conhecidas como ninho, refúgios ou ponto de fuga. Não é fácil manter um animal desses em sua casa, por esse motivo é sempre necessário a procura de um especialista para acompanhamento desse animal, um profissional que indique as condições adequadas de manejo e acompanhe sua adaptação ao cativeiro, priorizando sempre a qualidade de vida do animal.

Aves


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A manutenção de aves exóticas e silvestres é uma prática comum ultimamente e que vem ganhando novos adeptos a cada dia.  A maioria dos problemas nas aves em cativeiro quase sempre se dá pela desnutrição, manejo inadequado dos quais são decorrentes da desinformação do proprietário. Os passeriformes (sabiá, canário belga, canário-da-terra, manon, curió…) são comuns como aves de companhia, tendo alto valor comercial na sua criação.  Os Psittaciformes (arara, papagaio, ararajuba – Foto 1, calopsita, cacatua…) são muito procurados por sua capacidade de imitar a voz humana, sua diversidade de cores e docilidade, despertando interesse como animais de companhia em todo o mundo. Sua manutenção em cativeiro requer espaço, pois possuem asas e isso demanda um bom espaço para que se movimentem.

Répteis


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Dentre os répteis, os mais comuns como pets são as iguanas, jabotis, cágados, jibóias (Foto 2) e pítons que ao contrario do que se pensa são animais extremamente sensíveis. Também são conhecidos como animais ectotérmicos ou de sangue frio, pois regulam sua temperatura de acordo com a do ambiente que estão. Eles não conseguem gerar e manter calor do corpo como os mamíferos e aves. Em cativeiro precisam de uma fonte de aquecimento como uma luz quente, um aquecedor ou uma pedra de aquecimento ou forno.

Mamíferos


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Os Mamíferos tem tido nos últimos anos um aumento significativo como animais de companhia, em especial os roedores como hamster (Foto 3), porquinho-da-índia, camundongos, lagomorfos como o coelho e mustelídeos como o ferret. Cada espécie tem sua particularidade, alguns de hábitos noturnos como ferret, outros de hábitos crepusculares (amanhecer e entardecer) como hamster, mas a maioria possui hábito diurno.

Aprender e saber respeitar as peculiaridades de cada espécie nos ajuda a entender e adequar o convívio sendo positivo para ambos. Esses animais desenvolveram cada comportamento de acordo com sua necessidade e extinto de sobrevivência durante séculos, então é muito difícil fazermos com que eles mudem seu comportamento e se adéquem aos nossos hábitos.

Tornando-se fundamental para o futuro proprietário desses pets, uma visita ao médico veterinário especializados, com o intuito de obter mais informações que os leve a melhor escolha.

Você que está interessado em ter um novo mascote, entre em contato, tire suas dúvidas e ofereça o melhor para seu pet.

Por, Felipe Resende (Médico Veterinário)

http://www.medicinadeselvagens.com.br

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